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Ex-ministro da Fazenda considera não haver espaço para “aventureiros” nas Eleições Presidenciais de 2018

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O ex-Ministro da Fazenda, Embaixador e Subsecretário Geral da ONU, Dr. Rubens Ricupero, em reunião do G100 Brasil, apresentou os possíveis desafios que o país enfrentará após as eleições. Para ele, os elementos de continuidade em relação ao futuro favorecem um Presidente que leve adiante as reformas que ainda não foram aprovadas e que proponha avanços ainda maiores, como reajustes fiscais.

Ricupero, que atuou como Ministro de Itamar Franco durante o período de implantação do “Plano Real”, criticou a comparação feita por alguns analistas de que estaríamos vivendo um cenário semelhante ao das eleições de 1989. Para ele, de fato, se assemelha a pulverização partidária e o incentivo de candidatos sem trajetória política à presidência. Um fato que estaria ligado ao baixo índice de aprovação dos atuais governantes cujo discurso não passa credibilidade ao eleitor. Entretanto, afirma que os paralelos param por aí. “Desta vez o clima é diferente, as eleições acontecerão em meio a melhorias das condições gerais do país, estamos saindo de uma recessão de mais de três anos que exigirá dos candidatos uma postura moderada, que favoreça a continuidade dos avanços tomados, de modo que não há conjuntura favorável para aventureiros”, comenta.

O diplomata também considera que o novo Presidente, ainda que qualificado, terá um potencial de ação limitado, pois enfrentará um sistema político que é fundamentalmente o mesmo, com muitos partidos e com a mesma dificuldade em se aprovar propostas no Congresso. “Se eleito, um candidato aventureiro e despreparado poderá jogar fora todos os avanços conquistados nos últimos anos em matéria de inflação e saúde econômica”, alerta.

Um olhar para o futuro

Ele ainda lembrou também que o próximo Presidente não poderá esperar para apresentar um pacote coerente de reformas. É preciso trabalhar com prazos que exijam adequações do que é possível se atingir. “Se as reformas não forem aprovadas logo após as eleições, será muito difícil enfrentarmos o problema do déficit nas contas públicas, outras medidas podem ajudar, mas as reformas são problemas fundamentais”. Em relação ao futuro, completa: “Acho que não se pode ser nem otimista e nem pessimista, precisamos aguardar e criar condições para que os avanços ocorram. É preciso ficar claro que o país precisa de um projeto nacional. Em 2022 vamos festejar 200 anos de independência, é um tempo considerável, de modo que precisamos nos esforçar para que o Brasil chegue ao segundo centenário melhor do que está”, completa o ex-ministro.

Sobre o G100 Brasil – Composto de 100 Membros (empresários, presidentes e CEOs), mais 15 Membros (economistas-chefes e cientistas políticos) efetivos e nomeados, reúne destacadas lideranças empresariais do País em busca do desenvolvimento da sociedade e de suas organizações, em reuniões mensais fechadas e restritas aos seus Membros.

Imprensa: Cunha Vaz Brasil – (11) 2776.1920